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Em meio ao fogo cruzado político-eleitoral
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Artigo: Os aposentados e o mínimo
 

Geraldo Adão

O salário mínimo é reconhecidamente uma das maiores conquistas da sociedade brasileira e visa garantir um referencial de poder aquisitivo para trabalhadores aposentados, pensionistas assistidos da Previdência Social, para uma sobrevivência digna.



Conforme estabelecido na Constituição, deveria ser capaz de atender às necessidades vitais básicas do trabalhador e às de sua família, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo...



O distanciamento existente entre o ideal institucionalizado e o real praticado gera variadas e graves conseqüências à vida nacional. A definição do mínimo de R$ 350 – com reajuste de 16,7% e antecipação para o mês de abril – é um avanço, mas a passos muito lentos.



Na condição de aposentado do INSS, representante dos aposentados e pensionistas do Conselho Nacional de Saúde e no Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, julgo necessária a abertura de um espaço amplo de negociação com o governo para o estabelecimento de critérios mais justos para reajuste dos benefícios de quem recebe mais de um mínimo.



Aplicado somente o índice de inflação aumentará ainda mais a reconhecida defasagem já acumulada e a deterioração do poder aquisitivo dessas pessoas e sua rápida descida para o patamar de um salário mínimo. Isto não é justo!



Artigo publicado no Jornal Super Notícia, em 04/02/2006.
Geraldo Adão é Presidente da AEA-MG

 
 
     
 
 
AEA-MG Associação dos Aposentados e Pensionistas da Cemig
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