Artigo:
“O que falta é união”
Jornalismo AEA-MG
As manifestações ocorridas em conjunto com a celebração do Dia do Aposentado, no dia 29 de janeiro, na cidade de Aparecida-SP, deram uma idéia de como existe um bom número de pessoas que lutam pela melhoria da classe.
Centenas de pessoas participaram da missa, que foi seguida de uma passeata até o auditório da Rádio Aparecida, onde autoridades, como o ministro da Previdência, Nelson Machado, participaram de um debate sobre os principais anseios da classe dos aposentados brasileiros. Além de Machado, estavam presentes vários políticos, com destaque para os deputados federais Sérgio Miranda, Arnaldo Faria de Sá e Marcelo Ortiz.
Além dos parlamentares, conhecidos por atuarem em defesa dos aposentados e pensionistas, não poderiam faltar os representantes das principais instituições que atuam em prol da categoria, como a Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos- Cobap, Federação dos Aposentados e Pensionistas- FAP, dentre outras. Essa mobilização, que contou com a presença de muitas autoridades, contraria o pensamento de muitos que afirmam que os aposentados e pensionistas brasileiros “estão abandonados”.
Os aposentados somam um número estimado entre 20 e 25 milhões de pessoas no Brasil. Se cada um tiver, pelo menos, quatro indivíduos em seu grupo familiar, chegamos a um total aproximado de 100 milhões de pessoas. Isso é mais da metade da população brasileira, que é de cerca de 180 milhões, de acordo com dados do IBGE. Mas por que um grupo que tem, em tese, um raio de influência tão grande ainda enfrenta dificuldades quando reivindica melhorias?
Essa pergunta foi feita ao deputado Arnaldo Faria de Sá, uma liderança entre os aposentados. Ele nos respondeu: “Falta união. Muitos segmentos que defendem os aposentados têm pontos de vista divergentes. Não existe consenso em muitas questões”, afirmou o deputado, que se disse esperançoso por uma mudança de quadro. Para ele, o presidente da Cobap, Benedito Marcílio, tem tudo para agregar aqueles que defendem a categoria, mas que, em muitos momentos, têm opiniões distintas.
E é isso que esperam os aposentados: união e, conseqüentemente, mais representatividade na defesa de seus interesses. A realidade da maioria dos aposentados brasileiros é muito dura. A situação tem piorado ano a ano. Do jeito que está, não dá pra continuar.
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