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Todos os nossos artigos
 
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Acordo ortográfico, nós aderimos
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A volta dos que não foram
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Carta enviada Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva
“O que falta é união”
Os aposentados e o mínimo
Cobap quer mais controle
Um exemplo de exercício da cidadania
O aposentado e a famí­lia
O encanto pela vida
O que os olhos não vêem
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Guerra é um bom negócio?
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Deputado (a), garanta a vinculação das verbas para educação e saúde
Entidades intensificam protestos
Sobre a visita do papa ao Brasil
O Encontrão dos Aposentados
Iniciadas as atividades dos 25 anos
Desaposentar
Cemig avança
Todos contra a dengue
A assinatura básica da telefonia fixa: um negócio bilionário
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Longevidade
Trajetória de conquistas
Saúde, direito e paz
As dificuldades estão aí
A esperança existe e tem nome
É hora de acertar contas com o leão
Em meio ao fogo cruzado político-eleitoral
A morte de Isabella Nardoni
O Surreal Atleticano
 
 
Artigo: O Surreal Atleticano
 

Jornalismo AEA-MG

Não gosto de usar clichês, como a expressão “surrealismo”, para traduzir situações que fogem à normalidade e beiram o absurdo. Mas também não posso dizer que “há coisas que só acontecem ao Atlético”. Além de ser lugar comum também, os botafoguenses, no Rio, e os americanos, em Minas, reivindicam para si essa definição de fatos extraordinários que acometem seus clubes. Assim, vamos de surreal mesmo, para falar da realidade atleticana.

Está certo que é muito cedo para projetar o futuro do Galo em 2009. Dizer que o time vai fracassar pode soar como pessimismo exacerbado, uma pretensa tentativa de adivinhação. Afinal, a equipe de Leão só jogou quatro partidas no ano, está se acertando. Mas já vi enredo parecido antes. Conheço trilhas iguais que não levam a lugar nenhum.

Não falo só da escassez de bons jogadores, de grupo reduzido em talentos e pouca quantidade de peças de reposição. Tristes repetições na história recente do alvinegro. Me preocupada tanto quanto o comportamento dos auto-intitulados “cronistas esportivos”. Aqueles mesmos, os famosos formadores de opinião de meia pataca, que, no estilo ameno da casa mineira, preferem não correr o risco de criar indisposição com jogadores, atletas e dirigentes, acabando por vendar os olhos do torcedor.

Vou exemplificar meu pensamento: quando foram anunciados os primeiros reforços do Galo para a temporada, o surrealismo entrou em campo. Cronistas disseram coisas assim: “Lopes é um grande jogador”; “Diego Tardelli é craque” e, para meu maior espanto, nossos formadores de opinião disseram que Tiago Feltri e Éder Luís, velhos conhecidos da torcida, “são reforços”.

Lopes, além de nunca ter demonstrado grande preocupação com sua carreira, jamais passou de ser mediano. Tardelli é bom jogador, destaca-se em meio à mediocridade do futebol brasileiro. Mas nunca foi craque. Até porque, se fosse, não estaria no Brasil, não é? Quanto aos egressos Éder Luís e Feltri, prefiro não comentar.

É certo que o Atlético vive dificuldades financeiras intermináveis, e que o time é reflexo disso. Sou simpático à atuação de Alexandre Kalil, Bebeto de Freitas e Leão. Acho que o Clube está em boas mãos. Mas vamos parar de ludibriar a sofrida massa atleticana. Parar de dizer que o time tem condições de conquistar títulos e que não deixa nada a deseja ao Corinthians, por exemplo, como disse outro dia um desses cronistas, cujo nome é melhor não citar, mas que também é conhecido como “jornalista futriqueiro”.

O Galo não precisa de pessoas para apedrejá-lo, nem de indivíduos sem postura crítica, que ajudam a eternizar o calvário da torcida. Vamos colocar o time em seu lugar, sem enganar os apaixonados torcedores. Continuemos a apoiar, pois os mandatários do Clube transmitem honestidade e boas intenções. Contudo, creio, o trabalho que fazem é de estruturação. Falar em resultados imediatos pode colocar tudo a perder com possíveis fracassos.


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